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JUSTIÇA FEDERAL: compra de caças vai pegar filho de Lula e Dilma

JUSTIÇA FEDERAL: compra de caças vai pegar filho de Lula e Dilma

VEJA O VÍDEO:

O Brasil foi fatiado entre cinco perigosas quadrilhas

Não há mais nenhuma dúvida de que a classe política brasileira está totalmente contaminada.

Salvo raríssimas exceções, não escapa ninguém e todos, em maior ou menor proporção, tem algum tipo de envolvimento com alguma das quadrilhas que operam neste cenário fétido e absolutamente sem qualquer escrúpulo.

O jornalista Erick Bretas, em artigo publicado numa rede social, foi extremamente elucidativo na identificação dos grupos organizados que atuam no Brasil, buscando vantagens em detrimento da população.

As afirmações do jornalista foram baseadas em análise a partir das delações da JBS, Odebrecht e demais empreiteiras, apontando com extrema lucidez e propriedade que nas duas últimas décadas o país foi fatiado entre cinco grandes quadrilhas.

‘A maior e mais perigosa, diferentemente do que diz o Joesley, era a do PT. Era a mais estruturada, mais agressiva, mais eficiente e com planos de perpetuação no poder. Comandava a Petrobras, vários fundos de pensão e dividia o poder com as quadrilhas do PMDB nos bancos públicos. Sua maior aliada econômica foi a Odebrecht. O chefão supremo era o Lula. Palocci e Mantega, os operadores econômicos. Era o Comando Vermelho da política: pra se manter na presidência eram capazes de fazer o Diabo.’

‘A segunda maior era a do PMDB da Câmara. Seus principais chefões eram Temer e Eduardo Cunha. Eliseu Padilha, Geddel Vieira Lima, Moreira Franco e Henrique Eduardo Alves eram os subchefes. Lúcio Funaro era o operador financeiro. Mandava no FI-FGTS, em diretorias da Caixa Econômica, em fundos de pensão e no ministério da Agricultura. Por causa do controle desse último órgão, tinha tanta influência na JBS. Era o ADA dos políticos — ou seja, mais entranhada nos esquemas do poder tradicional e mais disposta a acordos e partilhas.’

‘A terceira era o PMDB do Senado. Seu chefão era Renan Calheiros. Seu guru e presidente honorário, José Sarney. Edison Lobão, Jader Barbalho e Eunício Oliveira eram outras figuras de proa. Mandava nas empresas da área de energia e tinha influência nos fundos de pensão e empreiteiras que atuavam no setor. Vivia às turras com a quadrilha do PMDB na Câmara, que era maior e mais organizada.’

‘A quarta era o PSDB paulista, cuja figura de maior expressão era o Serra. Tinha grande independência das quadrilhas de PT e PMDB porque o governo de São Paulo era terreno fértil em licitações e obras. A empresa mais próxima do grupo era a Andrade Gutierrez, mas também foi financiada por esquemas com Alstom e Odebrecht.’

‘A quinta e última era o PSDB de Minas – ou, para ser mas preciso, o PSDB do Aécio. Era uma quadrilha paroquial, com raio de ação mais restrito, mas ainda assim mandava em Furnas e usava a Cemig como operadora de esquemas nacionais, como o consórcio da hidrelétrica do Rio Madeira.’

‘Em torno dessas “big five” flutuavam bandos menores, mas nem por isso menos agressivos em sua rapinagem – como o PR, que dava as cartas no setor de Transportes, o PSD do Kassab, que influenciava ministérios poderosos como o das Cidades, o PP, que compartilhava a Petrobras com o PT, e o consórcio PRB-Igreja Universal, que tinha interesses na área de Esportes.’

‘Havia também os bandos estritamente regionais, que atuavam com maior ou menor grau de independência em relação aos nacionais. O PMDB do Rio e seu inacreditável comandante Sérgio Cabral, por exemplo, chegaram a ser mais poderosos que os grupos nacionais. Fernando Pimentel comandava uma subquadrilha petista em Minas. O PT baiano também tinha voo próprio. Elas se diferenciam das quadrilhas tucanas que estavam apenas circunstancialmente restritas aos territórios que comandavam – mas sempre tiveram aspirações e influência nacionais.’

‘Por fim, vinham parlamentares e outros políticos do Centrão, que eram negociados de maneira transacional no varejo: uma emenda aqui, um caixa 2 ali, uma secretaria acolá…’

‘Digo tudo isso não para reduzir a importância do PT e o protagonismo do Lula nos crimes que foram cometidos contra o Brasil. Lula tem de ser preso e o PT tem que ser reduzido ao tamanho de um PSTU.’

‘Mas ninguém pode dizer que é contra a corrupção se tolerar as quadrilhas do PMDB ou do PSDB em nome da “estabilidade”, “das reformas” ou de qualquer outra tábua de salvação que esses bandidos jogam para si mesmos.’

‘E que ninguém superestime as rivalidades existentes entre esses cinco grandes grupos. Em nome da própria sobrevivência eles são capazes de qualquer tipo de acordo ou acomodação e farão de tudo para obstruir a Lava Jato.’As informações são do Jornal da cidade online

Em palestra ,Luiz Fux garante que o STF vai resgatar a dignidade da nação.

Luiz Fux garante que o STF vai resgatar a dignidade da nação. Em palestra sobre o papel do tribunal, ele disse que vivemos a “hora da travessia”.

“Tenham a absoluta certeza, a mais absoluta certeza, que o Supremo Tribunal Federal vai resgatar a dignidade da nossa nação. Nós vamos levar o Brasil ao porto e não deixaremos que ele vá ao naufrágio.”

Fux precisa combinar com Edson Fachin, com Gilmar Mendes, Lewandowski..

As informações são do Antagonista

“Aí preocupará”, disse o advogado de Temer, Antônio Mariz, ao ser questionado o que aconteceria se a PF confirmasse que o áudio não foi editado

 

“Aí preocupará”, disse o advogado de Temer, Antônio Mariz, ao ser questionado o que aconteceria se a PF confirmasse que o áudio não foi editado

Concluído nesta sexta-feira (23), o laudo da perícia da Polícia Federal sobre as gravações da conversa entre o empresário Joesley Batista e o presidente Michel Temer e os gravadores usados aponta que não houve edição de conteúdo. A informação ainda não é oficial, mas foi confirmada pelo G1 e pelos jornais Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo.

Investigadores afirmam que os peritos encontraram pontos de descontinuidades técnicas, ou seja, variações no sinal de áudio, mas que não há sinais de fraude ou edição. A análise teria identificado mais de 180 interrupções “naturais” no áudio.

O laudo acrescenta que as conversas de Joesley com o presidente têm logica e coerência. O relatório e o laudo pericial devem ser entregues ao STF (Supremo Tribunal Federal) apenas na segunda-feira (26).

PF fará varredura anti-grampo no gabinete de Cármen Lúcia

A Polícia Federal vai fazer varreduras nos telefones e no gabinete da minista Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), neste fim de semana. As informações são da coluna da jornalista Eliane Catanhêde, do Estado de S. Paulo.

O pedido teria sido feito pela própria ministra ao diretor geral da corporação, Leandro Daiello, após rumores de que o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, teria sido grampeado pela Agência Brasileira de Informações (Abin).

O presidente Michel Temer telefonou à ministra para desmentir o grampo, mas, ainda assim, ela condenou a prática. “É inadmissível a prática de gravíssimo crime contra o Supremo Tribunal Federal, contra a Democracia e contra as liberdades, se confirmada informação de devassa ilegal da vida de um de seus integrantes”, escreveu. “Própria de ditaduras (…), mais gravosa é ela se voltada contra a responsável atuação de um juiz, sendo absolutamente inaceitável numa República Democrática”, escreveu Cármen, em nota.

Mulher do ministro Admar Gonzaga, do TSE, o denuncia à polícia por agressão

A Polícia Civil do DF investiga denúncia de violência doméstica contra o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Admar Gonzaga Neto, 56 anos. A mulher dele, Elida Souza Matos, registrou boletim de ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul) na madrugada desta sexta-feira (23/6). Ela contou aos policiais que o magistrado a teria agredido, causando-lhe um ferimento no olho, durante uma discussão na casa do casal, no Setor de Mansões Dom Bosco, no Lago Sul.

O caso está sendo tratado como violência doméstica, injúria e lesão corporal. Elida disse que foi xingada por Admar, com quem convive há mais de dez anos. Segundo ela, o marido chegou a dizer que “você não serve nem pra pano de chão”. A mulher acusou o magistrado de ter jogado enxaguante bucal nela. A Polícia Militar foi acionada e a levou à delegacia. Após registrar o BO, a mulher teria requerido medidas protetivas. As informações são do Metropole

PF conclui perícia de áudio de Joesley e inquérito sobre obstrução de Justiça

A Polícia Federal vai encaminhar nesta sexta-feira ao ministro Edson Fachin, do STF, a conclusão do inquérito que investiga o presidente Michel Temer. Conforme antecipou a Coluna ontem, os peritos finalizaram hoje o laudo da análise das gravações feitas pelo empresário Joesley Batista de conversa com o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu. O diálogo foi entregue por Joesley como prova do que disse em delação premiada. Ele acusou o presidente de receber propina da JBS, da qual é sócio.

Na semana passada, os delegados apontaram indícios de corrupção envolvendo o presidente. No inquérito de hoje, vão dizer se há ou não indício de crime de obstrução de Justiça.  Essa parte depende da perícia porque na conversa o empresário Joesley Batista disse ao presidente que estava cuidando do ex-deputado Eduardo Cunha e do operador Lucio Bolonha Funaro quando Temer responde: “Tem que manter isso”. Segundo a PGR, Joesley se referia a pagamentos feitos aos familiares dos dois presos em troca de não fazerem delação premiada. AS INFORMAÇÕES SÃO DO ESTADÃO/ ANDREZA MATAIS

PF realiza operação para apreender joias de Adriana Ancelmo

A Polícia Federal está nas ruas da zona sul do Rio de Janeiro na manhã desta sexta-feira (23) para cumprir dois mandados de busca e apreensão. De acordo com o UOL, trata-se de uma operação complementar às investigações da Lava Jato.

Os agentes estariam em busca das joias de Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador Sérgio Cabral, que estariam desaparecidas. A PF tenta reaver 149 joias, de um total de 189, que teriam sido comprados como uma forma de lavar dinheiro oriundo de corrupção.

Até o momento, foram encontradas somente 40 peças.

Segundo o G1, os alvos são um apartamento no Jardim Botânico, onde vive a ex-governanta de Adriana, Gilda Maria de Souza Vieira da Silva, e um prédio em Ipanema, onde mora Lucia Ancelmo Mansur, irmã da ex-primeira dama.

Ministério Público quer que policiais paguem indenização a assaltantes presos

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE-MT) ingressou na Justiça pedindo a condenação de cinco policiais militares pela atuação deles no combate ao roubo de uma concessionária em Cuiabá. A ação foi aberta pela 20ª Promotoria de Justiça de Criminal e os policiais podem pagar até R$ 937,00 por criminoso ou prestar dois meses de serviços comunitários. O promotor responsável pela ação, Roosevelt Pereira Cursini, entendeu que houve crime de “abuso de autoridade” e “uso de truculência” na abordagem dos policiais aos meliantes.

O caso ocorreu no dia 17 de outubro de 2016, quando três criminosos armados invadiram a concessionária Borges Veículos, renderam proprietários, funcionários e clientes, roubaram objetos e uma caminhonete Hilux, e fugiram em seguida. Na fuga, os assaltantes foram perseguidos por duas viaturas da polícia. Durante a perseguição, o motorista da caminhonete perdeu o controle da direção e subiu na calçada. Com a aproximação dos policiais, os bandidos sacaram armas e começaram a atirar contra os policiais, que revidaram. A ação terminou com três assaltantes presos, sendo que dois deles foram baleados pela polícia. A perseguição foi filmada e divulgada na Internet:

Em post divulgado em redes sociais, o cabo Rodrigo Ribeiro Leite, membro da equipe de policiais que fez a prisão e citado na ação, mostrou sua indignação com a decisão do Ministério Público em buscar punição aos policiais. No texto, ele narra ação de sua equipe na perseguição e fala em inversão de valores:

“Imaginem só, o que nois PMs sofremos por várias inversão de valores, uma ocorrência padrão, roubo na Borges Veículos, elementos invadiram a loja armados e truculentos com as vítimas, estavam os proprietários, clientes e funcionários da loja, foram subtraído vários pertences como anéis, celulares, relógios, documentos, é uma Hilux branca do proprietário. A minha Guarnição escutou no rádio uma Viatura do Cb. Toninho, informando que estava em acompanhamento de uma Hilux branca roubada, e os bandidos bateram a caminhonete e trocou tiro com a guarnição do Cb. Toninho, onde dois dos 4 elementos foram baleados, um na perna, e outro no pé, e uns dos 4 evadiu em direção a Av. do CPA, foi quando a minha Guarnição estava próximo aí eu com a minha astúcia e visão aguçada, consegui ver o outro foragido, prendemos e recuperamos um revólver calibre 38, e logo depois encaminhamos os 3 detidos e um foragido, recuperamos todos os pertences das 7 vítimas, só ficou com o prejuízo foi o dono, pois sua caminhonete os bandidos bateram.

 Aí fui hoje em uma audiência no Jecrim, aí vi uma coisa que nunca tinha visto em 14 anos de PM, O Ministério Público ordenou que eu e as outras guarnições, temos que pagar um salário mínimo para os bandidos, porque eles foram torturados, que a PM agiu com truculência, ainda o bandido que eu consegui pegar, deu nome errado, depois lembrou seu nome no Ministério público, e o bandido ainda tem credibilidade perante a sociedade? O dono da loja levou um prejuízo de quase 20 mil reais para arrumar a caminhonete, todos eles foram torturados psicologicamente, chamados de vagabundos e em todo o momento falavam que iam matar, depois da ocorrência o Ministério Público ordena que os PMs que estavam na ação, indenizam os bandidos? País de inversão de valores.

Como PMs trabalham desse jeito, o que fazer?”

De acordo com o andamento do processo n° 5885.64.2016.8.11.0062, que pode ser consultado pelo site do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (consulta por “numeração única), os policiais devem comparecer ao juizado especial criminal no próximo dia 27 de julho para nova audência do processo.

mpe-mt-policiais

As informações são do Instituto Liberal de São Paulo/ via Jornal Livre

“Barroso disse que quem não concordasse não poderia assumir a atitude de ir embora. Minutos depois, Gilmar foi visto deixando o tribunal”

Pouco antes de a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta quinta-feira ser interrompida para um intervalo, o clima azedou entre os ministros Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes, que têm posições diferentes sobre as regras das delações premiadas. Barroso chegou a dizer que quem não concordasse não poderia assumir a atitude de “ir embora”. Minutos depois, Gilmar foi visto deixando o tribunal. Ele não voltou com os demais ministros quando a sessão foi retomada, após o intervalo, mas chegou logo depois.

Barroso não costuma discutir com os colegas em sessões no plenário. Gilmar, por sua vez, já se desentendeu em algumas ocasiões com outros ministros.

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Gilmar deixa plenário após discussão com Barroso.

Pouco antes de a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) ser interrompida para um intervalo na sessão desta quinta-feira, o clima azedou entre os ministros Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes, que têm posições diferentes sobre as regras das delações premiadas. Minutos depois, Gilmar foi visto deixando o tribunal. Ele não voltou com os demais ministros quando a sessão foi retomada, após o intervalo, mas chegou logo depois. Barroso não costuma discutir com os colegas em sessões no plenário. Gilmar, por sua vez, já se desentendeu em algumas ocasiões com outros ministros.

Barroso, que votou com a maioria pela manutenção da forma como as colaborações são feitas, reagiu irritado quando Gilmar o acusou de não respeitar posições divergentes.

 

— Essa é a opinião de Vossa Excelência. Deixe os outros votarem — exaltou-se Gilmar.

— Sim, mas tá todo mundo vontando — respondeu Barroso.

— Claro. E respeite o voto dos outros — reagiu Gilmar.

Claro, vou plenamente respeitar os votos dos outros. Estou ouvindo Vossa Excelência. Inclusive foi Vossa Excelência que ontem suscitou: a questão não é só essa, temos outras considerações. E em consideração à de Vossa Excelência, eu trouxe a minha. Agora não pode: acho que vou perder e vou embora. Não! Estamos discutindo — devolveu Barroso.

Antes da discussão, Barroso argumentou que provas trazidas na delação, mesmo que anuladas, não devem ser capazes de contaminar a colaboração.

— Os temas de legalidade têm que ser enfrentados neste momento. Para dar um exemplo real: se num caso concreto o Supremo venha a declarar ilegítima, por qualquer razão, uma gravação ambiental, que no entanto foi levada em conta no momento da celebração do acordo, eu acho que a eventual invalidação da gravação ambiental não contamina a colaboração premiada se o procurador-geral tiver proposto o acordo e o relator tiver homologado. Portanto, eu acho que nós tiraremos a segurança jurídica do instituto da colaboração premiada se não definirmos isso, e não diremos qual é o papel do relator. Portanto, eu acho que é muito importante essa discussão — disse Barroso.

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal já votou por manter a relatoria da delação da JBS com Edson Fachin. O plenário dá continuidade nesta quinta-feira à análise do pedido de revisão de pontos do acordo de colaboração firmado pelos executivos da empresa, entre eles Joesley Batista, que acusou o presidente Michel Temer de ser destinatário final de propina e dar aval à compra do silêncio de Eduardo Cunha na cadeia.

 

 

Cinco ministros dos STF já votaram a favor de validade da delação premiada da JBS

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quinta-feira (22/06) o julgamento sobre a revisão dos termos do acordo de delação premiada dos executivos da empresa JBS, onde será decidido também se o relator Edson Fachin deve ou não permanecer no caso.

Durante a sessão desta quarta-feira, dois ministros, Fachin e Alexandre de Moraes, votaram a favor da manutenção dos termos do acordo. Nesta quinta-feira, os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luís Fux também já votaram pela validade da delação e a manutenção de Fachin na relatoria, totalizando cinco votos a favor. São necessários seis votos para que seja atingida a maioria no plenário, composto por 11 ministros.

O recurso contestando a homologação dos acordos de delação premiada foi apresentado ao STF pela defesa do governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, um dos citados pelos delatores. Os advogados questionaram a competência de Fachin para decidir a questão e alegam que a relatoria dos processos da JBS deveria ter sido distribuída por sorteio.

Fachin é responsável no STF pelos casos relacionados à Operação Lava Jato. O magistrado assumiu a relatoria desses processos em fevereiro, após a morte do então relator, Teori Zavascki.

“Não se verifica, em meu modo de ver, qualquer ilegalidade na distribuição por prevenção do pedido de homologação do acordo de colaboração premiada diante da evidência de fatos relatos conexos com investigações em curso sob a minha relatoria”, disse Fachin ao defender sua permanência como relator.

O acordo firmado entre a JBS e a Procuradoria-Geral da República (PGR) foi criticado por ter concedido impunidade processual aos delatores.

A delação da JBS

As delações de executivos da JBS causaram um terremoto político e colocaram o presidente Michel Temer no centro de um escândalo de corrupção. A bomba foi lançada em 17 de maio, quando foi divulgado um áudio gravado por um dos donos da empresa, Joesley Batista.

Na gravação, Temer daria a Joesley o aval para o pagamento de uma mesada ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em troca do silêncio deste na prisão. O áudio, gravado em março, fazia parte do acordo de delação premiada firmada por Joesley e seu irmão Wesley Batista com a Procuradoria-Geral da República.

Na mesma ocasião, Temer indicou ainda o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB) para resolver uma questão da J&F Investimentos, holding que controla a JBS. Posteriormente, Loures foi filmado recebendo uma maleta com 500 mil reais que teriam sido enviados por Joesley.

Durante o encontro com Joesley, Temer agiu com naturalidade. O presidente foi posteriormente acusado de não ter agido ao tomar conhecimento das ações do empresário para afetar as investigações. Em nota, ele disse que não acreditou na veracidade das declarações de Joesley, que estava sob investigação, argumentando se tratar de um conhecido “falastrão”.

A delação dos executivos da empresa foi homologada no STF no dia seguinte à divulgação do áudio. Na sequência da decisão, Fachin, autorizou abertura de inquérito para investigar a conduta do presidente por obstrução de Justiça, corrupção passiva e organização criminosa.

Na segunda-feira, a Polícia Federal apresentou o relatório preliminar do inquérito e acusou Temer de corrupção passiva. Os investigadores destacaram que foi possível concluir que Temer aceitou “vantagem indevida” por intermédio de Loures. A decisão de denunciar Temer ao STF, com base nas investigações, caberá ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

As revelações levaram ainda parlamentares da oposição e do governo a pedirem a renúncia do presidente e provocaram uma série de protestos contra o peemedebista. Desde então, Temer vem negando as acusações e se recusa a deixar o cargo.

A série de pedidos de impeachment foi protocolada na Câmara dos Deputados. Os processos, no entanto, têm sido barrados pelo presidente da casa parlamentar, Rodrigo Maia (DEM). Um aliado do Planalto, Maia já vem usando seus poderes de presidente para engavetar uma série de pedidos de impeachment contra Temer, incluindo um apresentado pela OAB.

PGR fará três denúncias contra Michel Temer

Obstrução de Justiça, corrupção passiva e organização criminosa serão os temas

A Procuradoria-Geral da República fará três denúncias contra o presidente Michel Temer com base nas delações da JBS. A primeira será por corrupção passiva. A segunda será por obstrução de Justiça e a terceira será por organização criminosa. Serão protocoladas em momentos distintos. A denúncia por corrupção passiva, por estar em fase final de elaboração, será apresentada primeiro. As outras duas ainda requerem diligências.

Com a nova estratégia da PGR, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, terá de remeter as três denúncias para a apreciação da Câmara dos Deputados, o que resultará em mais desgaste para Temer. Os planos do Planalto de concentrar esforços para derrubar apenas uma autorização para que o STF investigue o presidente terão de ser revistos. As Informações são da Época

Andrea Neves vai curtir sua casinha básica, no Condomínio Retiro das Pedras, em Brumadinho-BH, avaliada em R$6 milhões

Andrea Neves vai curtir sua casinha básica, no Condomínio Retiro das Pedras, em brumadinho-BH, avaliada em R$6 milhões

Andrea Neves” dando aquela risada gostosa da sua cara. Brasil o país em que só pobre vai pra cadeia

 

Andrea Neves deixa presídio na madrugada e já está em prisão domiciliar

A Justiça e os advogados de Andrea Neves conseguiram driblar a imprensa ao soltarem, na madrugada desta quinta-feira (22), a irmã do senador afastado Aécio Neves (PSDB). Os dois são suspeitos de negociar propina com o dono do grupo JBS, Joesley Batista. Durante a tarde dessa quarta-feira (21), enquanto a saída de Andrea Neves era aguardada do lado de fora do Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, a Secretaria de Administração Prisional (Seap) garantiu à reportagem que ela seria levada à Unidade Gestora de Monitoração Eletrônica, local onde é colocada a tornozeleira.

A Seap confirmou ainda que seria uma regalia se a tornozeleira fosse instalada dentro da penitenciária, fato que acabou acontecendo, já que uma equipe da Unidade Gestora de Monitoramento Eletrônica (UGME) foi chamada para colocar a tornozeleira eletrônica na unidade prisional.

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Filha de Palocci se compromete com a Lava Jato após manifestação de procurador

Carolina Palocci e a enteada do ministro, Marina Watanabe, têm seus nomes vinculados com as investigações da força tarefa da Lava Jato.
Uma manifestação que foi assinada pelo procuradorda força tarefa das Operações da #Lava Jato, Januario Paludo, e levada até o juiz federal Sérgio Moro, compromete a filha e a enteada do ex-ministro petista, Antônio #Palocci.

O procurador afirma que durante as investigações da Lava Jato foi identificado que a enteada Marina Watanabe e a filha, Carolina Palocci, foram beneficiadas com imóveis através de dinheiro ilícito.

Os imóveis citados pelo procurador foram destinados às mulheres perante possível crime de lavagem de dinheiro, os bens são de elevado valor. Entre os anos de 2014 e 2015, Antonio Palocci teria destinado a quantia de quase R$ 3 milhões para sua filha Carolina, e mais R$ 1.564.615,08 para a enteada Marina.

A descoberta partiu de um rastreamento das contas bancárias do ex-ministro.

O valor transferido para sua filha foi em forma de “doação”, com isso os integrantes da força tarefa da Lava Jato acreditam que indicaria um ato ilícito, já que o ministro estaria ocultando seu patrimônio e se utilizando da tese de ser uma “doação”.

Filha de Palocci

 

A enteada de Palocci se tornou sua dependente no Imposto sobre a Renda da Pessoa Física, Marina é filha da mulher de Palocci e foi declarada como dependente entre os anos de 2005 a 2007

Resposta da defesa de Palocci

Os advogados de defesa de Antonio Palocci, Bruno Augusto Gonçalves Viana e Alessandro Silverio, disseram, por meio de uma nota, que ainda não tiveram acesso a manifestação feita pelo procurador Januario, que entrou com um pedido de sequestro dos imóveis da enteada e da filha do ex-ministro.

A defesa também negou que seu cliente tenha feito quaisquer irregularidades envolvendo bens destinados a familiares, afirmando que tudo foi devidamente declarado na Receita Federal, sem ter o objetivo de ocultar qualquer tipo de crime.

A defesa sugere que a acusação do procurador é uma “indevida premissa” que ganha destaque recentemente.

Petista e corrupção

O ex-ministro do governo de Lula e Dilma Rousseff é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) do Paraná, por crimes de lavagem de dinheiro e #Corrupção.

Em dois processos que circulam na Justiça, Palocci é acusado de irregularidades em contratos envolvendo a empreiteira Odebrecht e a Petrobras.

O ex-ministro também é acusado de ter favorecido o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, se tornando um intermediador para pagamentos de propina entre a Odebrecht e Lula.

Janot discorda de Lula e defende que a delação da JBS seja apreciada por Moro

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou nesta segunda-feira (19) parecer ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), no qual opina pela rejeição do pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que seja anulado o envio de cópia da delação premiada dos donos e executivos do J&F para a Justiça Federal do Paraná. Fachin determinara a remessa do documento tanto para o Paraná como para a Justiça Federal no Distrito Federal.

Os advogados do ex-presidente recorreram ao ministro do STF para que a distribuição ficasse restrita ao Distrito Federal. Fachin pediu uma manifestação de Janot. No parecer de 12 páginas, o chefe do Ministério Público faz uma defesa contundente da distribuição que Fachin dera ao caso. Janot afirma que há relação das acusações do J&F com investigações no Distrito Federal, mas também com fatos apurados pelos procuradores da República no Paraná. “Embora a maioria desses fatos tenha, de fato, ocorrido em Brasília, outras circunstâncias foram determinantes para a fixação da competência perante a 13ª Vara Federal de Curitiba/PR.

As vantagens indevidas relacionadas ao caso foram pagas como retribuição pela participação de Lula e de Dilma em um grande esquema criminoso”, afirmou o procurador-geral. De acordo ainda com Janot, existe “uma única organização criminosa, com o mesmo modus operandi e integrada pelos mesmos agentes, em contextos parcialmente diferentes, mas com a finalidade de enriquecimento ilícito mediante o desvio de recursos públicos e a obtenção de vantagens indevidas”.